Durante a 61ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande, realizada nesta quinta-feira (15), o vereador Marquinhos Trad levou ao plenário quatro temas relacionados à administração municipal: mudanças de posicionamento político após as eleições, licitações do Executivo, o empréstimo de R$ 476 milhões para obras de infraestrutura, o veto a projeto sobre descontos consignados e a possível desativação da USF Vila Corumbá.
Ao abordar o cenário político da Câmara, Marquinhos questionou a mudança de postura de parte dos vereadores em relação à administração municipal. Segundo ele, problemas que já eram conhecidos antes das eleições passaram a ser alvo de críticas somente posteriormente. “Se os problemas da administração já existiam antes das eleições, por que somente agora passaram a incomodar aqueles que sustentavam a base da prefeitura?”, questionou.
Licitação, Tapa-Buracos e CPI
Marquinhos também citou a suspensão, pelo Tribunal de Contas do Estado, de uma licitação do Executivo que, segundo relatou no plenário, previa a aquisição de aproximadamente R$10 milhões em computadores. O vereador destacou que a decisão apontou indícios de irregularidades e defendeu atenção aos processos de contratação pública.
Outro ponto foi a situação dos serviços de tapa-buracos. A Câmara autorizou a Prefeitura a buscar R$476,7 milhões em operações de crédito para obras de drenagem e pavimentação, enquanto vereadores discutem a criação de uma CPI para investigar os contratos e a execução dos serviços. Marquinhos destacou que uma eventual CPI deve ser conduzida com responsabilidade e sem motivação emocional. “Uma CPI é prenúncio de algo que deve ser, não de emoção, mas de reflexão”, afirmou.
Veto sobre descontos consignados
O vereador também chamou a atenção dos colegas para o veto integral ao projeto aprovado pela Câmara que trata dos descontos consignados relacionados ao Banco Master e ao Credcesta. Marquinhos pediu que os parlamentares tenham acesso ao conteúdo do veto antes da votação e afirmou que pretende apresentar os argumentos que considera necessários quando a matéria retornar ao plenário.
USF Vila Corumbá
Na área da saúde, Marquinhos voltou a cobrar atenção para a USF Vila Corumbá, diante da possibilidade de não renovação do contrato do imóvel onde funciona a unidade. Para o vereador, a população deve ser informada antes de qualquer decisão que possa afetar o atendimento.
Ele lembrou que a unidade atende moradores da Vila Corumbá, Popular, Alto Sumaré e regiões próximas, e questionou a possibilidade de fechamento sob justificativa de economia ou adequações estruturais. “Se a população vai ser a primeira a ser atingida, a população não pode ser a última a receber a notícia”, afirmou.
A manifestação reforça a cobrança do vereador por transparência nas decisões do Executivo, fiscalização dos recursos públicos e manutenção dos serviços essenciais próximos da população.
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